O chá está bem quentinho, vamos tomar enquanto
lemos mais uma poesia do meu amigo português
Antonio Jesus Batalha.
SÓ.
SÓ. Só e triste no chão, Leva a noite a pensar, Onde poderá
arranjar, Um duro naco de pão. Puxando seu cobertor, Nele se
tenta enrolar, O frio que tenta entrar, Roubando todo o calor.
Quando chega a adormecer, Já bem alta a noite vai, De dores
solta um ai, De frio fica a tremer. Numa luta bem renhida,
Entre o frio e a fome, Há muito que não come, Uma comida
aquecida. De manhã ao acordar, O lixo vai remexer, Para que
possa comer, O que ali encontrar. Por: António Jesus Batalha. |